quarta-feira, 3 de julho de 2013

O Umbigo do Universo

Quem não conhece uma pessoa assim? A vida dela é tão mais difícil  o trabalho tão mais árduo  o relacionamento tão mais complicado, é tão cansativo ser ela, que até a gente tem preguiça.
À uns dias fui ao evento "amigolino" e me deparei no meio dessa situação.
"Asmigue" se encontram se juntam e começam com a falação, mas nesse dia, ninguém falou. Afinal, até calar a boca nosso umbigo mandou. Eu, que não sou boa com regras de silencio, me concentrei nos rostos e gestos dos restantes, e percebi as situações criadas pelo dona da história mais complicada. As caras e bocas das pessoas que não estavam interessadas nas desgraças alheias e queriam aproveitar o dia, o sol, as companhias e a cerveja merecida do final de semana, eram ótimas.  Contidas e tímidas tentando conversar entre elas, sem que nosso umbigo escutasse - acho que por medo de represálias - me senti na escola, tentando falar com a minha amiguinha durante a aula de matemática. Fiquei matutando, por que será que em certos momentos as pessoas, e eu me inclui nesse grupo, precisam de tanta tanta atenção. Já tive isso, queria todos olhando para mim, e me desculpem aos que passaram comigo nessa fase cocozuda. Mais o que me assustou é o que isso acontece independente da idade, será que realmente nunca crescemos? Não to falando de crescer no sentido de não vermos desenhos ou coisas assim, tidas como infantis pelos senhores adultos do mundo. No sentido interno, de sabermos que as vezes nossos problemas estão nos enfraquecendo e ao invés de lutarmos contra isso, conversarmos de boa com nosso queridos, nos abalarmos ao ponto de ter que parar um churrasco e ficar gritando com aqueles que poderiam te ouvir e te ajudar, gritando e batendo os pezinhos que nem uma criança birrenta para ter toda a atenção enquanto perfilamos nossas mazelas? Outra duvida que me passa pela cabeça, é será que isso ajuda? Nós sentimos melhores depois dessa situação descabida? Acho que não, lembro de sentir pena de mim e alheia.....

Depois do desfile de todas as possíveis infelicidades e dificuldades da querida, quando tinhamos que opinar, o silencio nasceu. 
E com ele a cerveja esquentou, o cigarro acabou, e fomos embora.....

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