sábado, 11 de outubro de 2014

Chegou e passou ... Sem surto só crise.

O temido 30 veio, e normal... Ñ morri, ñ surtei, ainda pelo menos, nem virei um velha de um dia pro outro como eu e minha fértil imaginação sempre visualizávamos esse dia. Ñ passei a andar de salto e ainda ñ comprei meu primeiro batom vermelho. 
Mas fiquei noiva, uma bela boba loka bridezilla, como esperado de mim, sério, quem ñ sabia que eu seria uma surtada virginiana que com a data para um ano já tem tudo - ou quase falta alguns contratos - pronto.... Se essa pessoa ñ imaginava, é pq ñ me conhece o suficiente... Eu sou a loka do planejamento e adoro isso, sinceramente. Então sou uma bridezilla feliz e ñ neurótica e depressiva. 
Perdi o emprego também, era de se esperar, um ano afastada, é tipo um sinal para pé na bunda. Já mandei tanto curriculun que quando alguém responder vou ter que ler no histórico o que eu falei na singela apresentação.... E to com medo. 
30 anos, noiva e desempregada. Ñ é nada bonito de se falar ... Nem de se sentir ... 
Minha cama esses dias tem sido a atração principal da minha vida, fujo dela como o diabo corre da Cruz, pq se eu deitar tem dias que eu sei que ñ vou conseguir achar motivos para levantar. Percebi o quanto tava louça em estar em casa, quando me peguei arrumando a casa para esperar a empregada. 
Aceito sugestões, empregos e presentes.
Aceitos direções, caminhos e explicações.


domingo, 2 de março de 2014

A loka da decoração - parte 1 de sei lá quantas...

Eu nunca pensei em decoração até virar a loka da decoração .... Veja bem, com uns 13 anos minha mãe casou de novo, e nos fomos morar na casa do meu padrasto e eu, que até então tinha um quarto (uma casa) passei a dividir meu quarto com a minha irmã - 8 anos mais nova - fiquei sem teto e sem chão. Ai com uns 15 eu fui morar com meu pai e passei a dividir o quarto com a minha vó - mil anos mais velha - ainda sem teto e sem chão. Com 22, casa da outra vó, depois de anos um quarto só meu - e rosa sem poder mudar ( rosa é a cor que eu mais detesto no universo), ainda sem teto. Com 27 anos tive uma ruptura parcial dos ligamentos do pé, e fiqui um ano e pouco na casa da minha tia, para ir trabalhar sem carro e, de forma mais em conta, já que eu ñ podia dirigir. 
Um dia eu já tinha 28 anos, e já fazia 2 anos mais ou menos que procurava uma casa de vila. Minha mãe me deu de surpresa uma, meu teto, meu chão e todas as paredes que vem junto. Nesse dia nascia a loka da decoração. Olhando revistas, sites e tudo mais possível, me deparei com um problema. Eu ñ quero uma casa bege, branca e com toques de  preto ou marinho. 
Passei a investigar e fazer muitas coisas para casa ter a minha cara e da Boy claro... Hoje minha casa é amarela e roxa, tenho na porta um desenho da porta de Moria, a maçaneta é a mesma que abre o país das maravilhas, a estante é em forma de tetris e no teto tem moveis... Embaixo da escada, onde quardamos coisas úteis - o aspirador vermelho mora lá - chama Harry Potter.
As vezes eu acho que a falta de chão e teto de toda adolescência me fizerem querer ter uma casa diferente e com alusão a tudo que eu gosto, as vezes eu acho que eu sou só assim, meio criança para sempre....

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A festa e a limpeza

Eu tenho toque. É um fato com qual eu já aprendi a lidar, aceito bem, até pq sou em grande parte culpada, a bagunça, mas ñ aceito sujeira. Meu toque é a limpeza, agora visualiza a situação da querida que com a costela quebrada que ñ pode fazer nada, e como ela fica quando acorda pôs churrasco... Bom, no momento eu moro no segundo andar de casa e corri para pegar meu yogurte matutino de olhos fechados e atropelando o pobre cachorro e seu gato. 
Ñ poder fazer nada faz com que a gente perceba que nada é difícil de se alcançar em termos de ação; desejamos em meio a problemas ou ao cansaço do dia dia ficar sem fazer nada, mas é pura engodo, eu pelo menos ñ consigo, leio livros e vejo filmes como quem corre uma maratona. Eu vivo a maratona contra a inércia e o ñ fazer, e isso só me gera mais noias.... Noias pq estou aqui parada a quase 4 meses, tenho medo de virar uma árvore, uma escultura de tanto ficar parada e sem fazer porra nenhuma. 
E fico pior pq minha mente ñ para .... Ela quer muito fazer eu mesmo qualquer coisa....

Vou fazer eu mesmo um chá 

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Acabando o ano

Yep, mais um ano passou, estou cada vez mais perto dos 30 e mais longe dos 20 (óbvio neh). E quer saber ñ mudou muita coisa. Ainda tenho sonhos, ainda acredito em fadas e elfos, e na boa educação, no amor e claro nos bons livros. 
Então esse ano mudei os meus rituais, nada de vestido novo, nem promessas malucas, nem resoluções absolutas; a única promessa é de ir em frente atrás dos meus sonhos mais queridos e, diga-se de passagem, que estão meio abandonados. E apenas pedidos que dependem de mim; mais paixão a tudo na vida, mais paciência com tudo, todos e principalmente comigo, mais tolerância e claro mais aprendizado.
Desejo a todos que eles se encontrem, e que esse tal ano novo seja de auto-descobertas e realizações grandiosas mesmo que só internas. 

2014 vai ser foda ! 

domingo, 13 de outubro de 2013

Estereótipos funcionais

Não gosto de estereótipo , considero burros, pessoas são diferentes e mesmo com criações, valores e até pai e mãe iguais, diferem... Eu sei, tenho uma irmã totalmente diferente de mim. Mas então porque raios existem esteriótipos tão funcionais e, principalmente pq as pessoas insistem em se encaixar neles? 
Tenho 29 anos e minhas amigas diferem em um dois anos para mais ou para menos a minha idade e comecei a observar, que elas também começaram a se encaixar no estereótipo típico dessa faixa etária, a loca casamenteira. As casadas, unidas, ajuntadas me perguntam quando eu caso e quando planejo ser mãe, se não me bastasse minha vó que me liga todo dia - sim, todo dia - com alguma questão com relação ao me casamento - detalhe eu nem fui pedida em casamento. Mas isso é o de menos, perto das abi solteiras. 
As solteiras começaram agora a enfrentar o medo do relógio biológico, sei que ele existe, já pensei nele e me noiei e optei por esquecê-lo por hora. O inferno todo começa com o fato da solterisse, a noia da solidão eterna e da impossibilidade de escolha, sim hj em dia podemos escolher ser mãe ou não, mas queremos essa escolha, e para isso na cabecinha louca e cheia de medos embutidos em nós, frágeis mulheres desde que nascemos precisamos de uma boy.
 Ai entra o estereótipo dessas mulheres, o desencanto e a loucura da procura. E um jantar ( e uns amassos - pq ñ ?) já viram sonhos de belas bodas e felicidade eterna, e decepções gigantes. Escuto as histórias das minhas amigas solteiras com um misto de gratidão ( uhuuuuuu tenho namorado e ñ fiquei louca ) e pena. Penso em quantas vão aceitar amores menores e quem sabe errados no sentindo da felicidade e realização por esse medo maluco de que ñ podemos ser felizes sozinhas, e pq ñ mães sozinhas. Ou pior quantas continuaram sempre em uma busca que talvez ñ seja para elas - ou existem cerca de três mulheres para cada Boy de Sampa, sem contar casados, gays, eternos solteiros - outro esteriótipos funcionabilissimo - acho que os números são esses mais de qlqr forma se ñ for transmite a idéia. 
Enfim, me pergunto o pq. Já cheguei a conclusão que caso eu me separe talvez vire a velha dos gatos, afinal tenho uma preguiça loca de qlqr evento social, e conhecer alguém seria extremamente difícil.
 Ñ tenho medo da solidão, tenho medo da falta assunto, da falta de bons papos bons e cerveja gelada. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

29, oficialmente berrando ou beirando os 30

Aconteceu, fiz 29 anos.Não tive nenhuma crise ainda, mas nunca de sabe.
Fiz uma festinha, chamei uns amigos, inclusive o Batman e o Lobão. 
 Como ultima festa antes dos trinta, coisas de criança ( tudo Disney) e de tarde, num domingo. 
  E sinceramente adorei, adorei envelhecer! 
   Quero entender tudo que me prometeram quando criança, quero enfrentar .... To cansada de ter medo, e de viver o estereotipo das pessoas e das sensações. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A tal crise dos quase trinta

Meu inferno astral começou, e como ele não brinca em serviço, veio cheio de questões. 
Não tive a crise do - oh meu deus eu to velha e o que será de mim!?! - apesar de ter cortado o cabelo e achado que me rejuvenesceu uns cinco anos - mas estou em crise com alguns aspectos da minha vida, principalmente o profissional. Atualmente trabalho com moda, sou formada nisso, mas quanto mais insisto mais vejo que não nasci para as calças jeans e camisetas brancas, básico é tão sem graça... Eu escolhi a moda que é uma arte, uma forma de expressão através de roupas, as vezes usáveis outras não. E com isso, estou desgostosa em meu trabalho, e convenhamos rendendo bem menos que o meu normal, o que reflete em tudo, até na minha obsessão atual, decorar minha casa (próximo post - a loka da decoração)... Conversei com o boy - que foi lindo fofo amado - e me apoiou, ele me entende pois já passou por isso - ele é designer de games, sim no Brasil. 
Agora a zona do medo me persegue, ja conversei com minha chefe/amiga e pedi um tempo para achar o quero e me desligar do trabalho, ela aceitou. Mas o quero é tão difícil que estou me remoendo e me noiando. Eu quero desenhar, quero voltar a minha essência que é ser ilustradora,  sem me importar se o que eu desenho, tem que vender como produto final - foda - se se por 10 botões vai ficar caro, quero a beleza!!!! E só em desenhos atingi isso. 
Estou procurando cursos e, pensando em dar aula, outro desejo antigo. E pensando também e me jogar num mundo novo, ou velho - depende de onde o boy, o cachorro e o gato vão aceitar morar neste mundo a fora. 
Esses quase trinta estão enfim me matando, porque quando eu tinha dezoito o mundo era meu e eu sabia de tudo, hoje após quase míseros doze anos ( ai, que saudades dos meus doze anos, que saudade ingrata...) eu não lembro de tudo que eu sabia, diga-se de passagem, eu não lembro de quase nada e eu meio perdi o mundo em algum ponto desse emburrecimento da tal maturidade...

 Uma bosta ser velha e ter sido enganada, cade o lance da sabedoria?