Divirtam-se e como eu, que imprimi vou marcar os pontos e rever os filmes procurando as evidencias ...
terça-feira, 16 de julho de 2013
quarta-feira, 3 de julho de 2013
O Umbigo do Universo
Quem não conhece uma pessoa assim? A vida dela é tão mais difícil o trabalho tão mais árduo o relacionamento tão mais complicado, é tão cansativo ser ela, que até a gente tem preguiça.
À uns dias fui ao evento "amigolino" e me deparei no meio dessa situação.
"Asmigue" se encontram se juntam e começam com a falação, mas nesse dia, ninguém falou. Afinal, até calar a boca nosso umbigo mandou. Eu, que não sou boa com regras de silencio, me concentrei nos rostos e gestos dos restantes, e percebi as situações criadas pelo dona da história mais complicada. As caras e bocas das pessoas que não estavam interessadas nas desgraças alheias e queriam aproveitar o dia, o sol, as companhias e a cerveja merecida do final de semana, eram ótimas. Contidas e tímidas tentando conversar entre elas, sem que nosso umbigo escutasse - acho que por medo de represálias - me senti na escola, tentando falar com a minha amiguinha durante a aula de matemática. Fiquei matutando, por que será que em certos momentos as pessoas, e eu me inclui nesse grupo, precisam de tanta tanta atenção. Já tive isso, queria todos olhando para mim, e me desculpem aos que passaram comigo nessa fase cocozuda. Mais o que me assustou é o que isso acontece independente da idade, será que realmente nunca crescemos? Não to falando de crescer no sentido de não vermos desenhos ou coisas assim, tidas como infantis pelos senhores adultos do mundo. No sentido interno, de sabermos que as vezes nossos problemas estão nos enfraquecendo e ao invés de lutarmos contra isso, conversarmos de boa com nosso queridos, nos abalarmos ao ponto de ter que parar um churrasco e ficar gritando com aqueles que poderiam te ouvir e te ajudar, gritando e batendo os pezinhos que nem uma criança birrenta para ter toda a atenção enquanto perfilamos nossas mazelas? Outra duvida que me passa pela cabeça, é será que isso ajuda? Nós sentimos melhores depois dessa situação descabida? Acho que não, lembro de sentir pena de mim e alheia.....
Depois do desfile de todas as possíveis infelicidades e dificuldades da querida, quando tinhamos que opinar, o silencio nasceu.
E com ele a cerveja esquentou, o cigarro acabou, e fomos embora.....
Absurdos Cotidianos
Fui praticamente criada pelas minhas avós, ambas sempre me falaram - Quer conhecer "tal pessoa" - case-se com ela". Achei justo por um tempo, mas hoje, com "as modernidades das minina" de mora junto e tal, acho que a gente sabe o que ta levando para casa do altar. Eu nunca casei, mais sabia o me esperava com o meu boy, enfim.....
Mudei a frase das velhotinhas para -Quer conhecer um pessoa, trabalhe com ela". Trabalho com uma amiga, e hoje, uso o blog para me desculpar com centenas de ex da querida que eu defendi - num sentido, ainda considero e amo minha amiga - eu sempre ouvia deles, que ela era mal educada com todos, grossa e senhora da razão. Como geralmente - antes de trabalharmos juntas - eu a encontrava em bares e festinhas, eu achava impossível, se ela destratava o garçom, o manobrista, o porteiro ou quem fosse, eu sempre alegava que ela ja bebera muito e não fazia por mal, e sim, por não perceber. Descobri que me enganei, profundamente.
Meu dia-a-dia no trabalho é intensamente mais cansativo do que deveria por conta das patadas e "mal criações" da minha amiga. Pois, eu boba que sou, evito responder e tal para não criar um clima ruim, somos em quatro numa sala. Pensa que delicia trabalhar com duas pessoas gritando uma com a outra. Deixou esta funça, para ela..... e me contento em ouvir e bufar em demonstração de não concordância com o tratamento imposto. Mais essa não é a questão central da coisa toda. O que me pega, que me faz pensar é o quanto arranjamos desculpas pelos que amamos, e porque?
Com certeza sempre tentamos culpar a situação, o estado de espirito, os pais e tal, mas quando é constante e desnecessário porque raios tapamos nossos olhos? Não sei se conheço a resposta. Percebo detalhes e vejo neles chaves de descobertas mais simplesmente não me veem a real motivação disso.
Chegando na rodinha "dasamigue" e colocando a questão, é uma trovada de verdades e nenhuma ululante (adoro essa palavra). Penso sempre, que quando alguém é "deselegante" (termo para todos os adjetivos ja descritos no inicio do texto) que lhe falta algo... sabe se lá se é amor, cultura ou instrução. Percebo que não é dinheiro, nem mesmo posição, pois alguns tem ambas e outros não tem nenhuma, e mesmo assim levam a vida desaforrando os demais. Na onda dos protestos pensei em sair as ruas de SP com bandeiras pedindo mais delicadezas na vida, pois ela passa tão rápido (veja só que eu estou aqui berrando os 30, quando ainda ontem, tinha 18 aninhos)e, se ela ou qualquer um que enquadre-se nesse quadro medíocre pende ou tente a passar a vida só, pois amigos se afastam e amores quando são constantemente humilhados e desgastados com situações absurdas e cotidianas - acabam.
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