quinta-feira, 18 de abril de 2013

As novas baladas para a nova faixa etária.


Passei por uma situação que realmente não entendo, a uns dias fui ao aniversário de uma criança num destes buffet infantis. Pois bem, era um lindo dia de chuva de verão em São Paulo então, como tava atrasada, presa no transito por boas duas horas, fui direto do trabalho, afinal, uma saia preta uma camiseta branca, e um keds do Mickey é, na minha humilde concepção algo aceitável em um ambiente assim, mas para minha surpresa parece que não.
 Quando cheguei lá, todas as pessoas da minha idade, as mais velhas e até as mais novas, sem contar as meninas convidadas, amigas da criança aniversariante, estavam fantasiadas de periguetis. Fiquei a noite inteira matutando com os meus botões (adoro jargões de vovó), será que dentre a uma sociedade que as pessoas tem filhos cada vez mais novas, as festinhas dos mesmos se tornam um evento social super arraso, como a mais top balada da Vila Olímpia  e as meninas - mãe se vestem assim, para ver se acham um menino-pai-solteiro querendo pegar alguém enquanto os pequenos se emporcalham de cachorro - quente e dançam um funk qualquer na piscina de bolinhas (sério - por favor pasmem comigo - o som do lugar me assustou profundamente, passeando entre funk, pagode e sertanejo universitário . Fiquei totalmente desconcertada, não sabia se ria ou chorava.
Conversando "com asmigas" percebi, pois algumas delas chegaram a conclusão que já haviam passado por situações parecidas, que o pensando pegar alguém numa festa dessa, é meio que aceitável, por conta da idade que a meninas-mães tiveram o primeiro filho - pasmem novamente, vi e conheci meninas com dois filhos de pais diferentes com menos idade que eu, não quero ser moralista nem nada, mais oi?, moro com meu namorado a seis meses, e acho um absurdo o que gastamos só para manter a casa e nossas parcas contas pessoais em dia - e nem sempre da certo, imaginem se eu tivesse engravidado no colegial e somasse as nossas contas mensais, colégio, empregada diária - ainda mais com a nova lei, sapatos e roupas, brinquedos, remédios e afins que vem no pacote, eu sinceramente não consigo entender como que rola.
Confesso que passei por um momento medo, sério, tipo é isso que o futuro me reserva, tipo quando eu for no aniversário do filho (coisa mais linda do universo da tia emprestada dele) do meu melhor amigo, daqui uns meses? Eu vou estar linda numa mini saia e numa camisa transparente, toda trabalhada no batom vermelho? Ou pior, como se pudesse, quando eu tiver meu filho, a vida vai ser tão monótona que eu só vou ter esse tipo de evento para dar vazão ao meu momento quero me arrumar e por aquela roupa, que a gente se sente gostosa, desejável  É realmente isso que acontece quando você passa dos 25 anos? Tudo que a gente conhece passa a se resumir a qual fralda suga mais e qual saia bandage eu vou usar no aniversário de um ano da minha sobrinha? Não pode ser....
Tudo bem, talvez eu seja meio velha, afinal, como diz o nome do blog eu tenho 28 anos, to beirando os 30 (berrando os 30), e não sou casada - apesar de morar junto do meu namorado - e não tenho filhos com ninguém - a menos se contarmos os nossos cachorros. Tenho três amigas casadas, casadas tipo papel, caixinha azul, buquê... e sério, não me acho velha ou atrasada, e não me arrependo disso, fiz a facul que eu quis, me formei, trabalhei em vários lugares, viajei,sumi por dois anos - e não entendam mal - quero casar (sou formada em moda e quero sim, desenhar o meu próprio vestido de noiva, e ver meu pai emocionado entrando comigo, ver o amor da minha vida com o sorriso magico dos melhores presentes)e sim quero ter filhos, ou filho no singular, por que acredito que estrutura emocional e financeira vem com tempo e com muito trampo, e sinceramente, acho que estou começando a ficar pronta. Ainda tem uma caralhada de coisa para acertar, aprender e entender....

terça-feira, 9 de abril de 2013

Nasce um Blog

Recentemente descobri que tenho 28 anos; quando digo recentemente significa duas semanas atras, e não meu aniversario não foi a duas semanas atrás; parei de contar, na verdade parei de me preocupar com a minha idade quando fiz dezoito, e na minha cabeça de "adulta" era o que eu precisava, poder entrar onde quisesse, comprar o que quisesse e tal. Sabemos que não é assim, mais sempre achamos que é quando ainda temos essa idade. E um dia de trânsito caótico de São Paulo (eu amo essa cidade) acabou surgindo o Berrando os 30 na minha cabeça, enquanto eu viajava com o fato de estar berando os 30 anos, essa idade tão temida pelo sexo feminino. Enfim, resolvi fazer um blog - o novo vestido preto básico das pessoas - simplesmente por fazer, sem pretensões e sem destino obvio, sinceramente não sei se vou levar a diante (registrei o blog no mesmo dia da ideia, só pra não esquecer, baixei o aplicativo pro celular e tudo mais, mas não escrevi nada, matutei sobre  como começar ele, e optei pelo o normal, o porque dele.
Eu sempre gostei de escrever e, gosto mais ainda de reler o que escrevi quando mais nova (adoro meu velho fotolog, e todos meus caderno perdidos,  pelo retrato de uma época da minha vida, e de um retrato da minha mente), e talvez  necessidade de me questionar - e me noiar, assumo - por coisas que passo, vejo e penso e tento entender, e quem sabe elas me noiem menos se eu escrever e deixar ai, sempre podendo lê - las e pensar, como você é idiota....

A boa e velha patifaria (resquícios do fotolog): http://www.youtube.com/watch?v=594WLzzb3JI