terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Acabando o ano

Yep, mais um ano passou, estou cada vez mais perto dos 30 e mais longe dos 20 (óbvio neh). E quer saber ñ mudou muita coisa. Ainda tenho sonhos, ainda acredito em fadas e elfos, e na boa educação, no amor e claro nos bons livros. 
Então esse ano mudei os meus rituais, nada de vestido novo, nem promessas malucas, nem resoluções absolutas; a única promessa é de ir em frente atrás dos meus sonhos mais queridos e, diga-se de passagem, que estão meio abandonados. E apenas pedidos que dependem de mim; mais paixão a tudo na vida, mais paciência com tudo, todos e principalmente comigo, mais tolerância e claro mais aprendizado.
Desejo a todos que eles se encontrem, e que esse tal ano novo seja de auto-descobertas e realizações grandiosas mesmo que só internas. 

2014 vai ser foda ! 

domingo, 13 de outubro de 2013

Estereótipos funcionais

Não gosto de estereótipo , considero burros, pessoas são diferentes e mesmo com criações, valores e até pai e mãe iguais, diferem... Eu sei, tenho uma irmã totalmente diferente de mim. Mas então porque raios existem esteriótipos tão funcionais e, principalmente pq as pessoas insistem em se encaixar neles? 
Tenho 29 anos e minhas amigas diferem em um dois anos para mais ou para menos a minha idade e comecei a observar, que elas também começaram a se encaixar no estereótipo típico dessa faixa etária, a loca casamenteira. As casadas, unidas, ajuntadas me perguntam quando eu caso e quando planejo ser mãe, se não me bastasse minha vó que me liga todo dia - sim, todo dia - com alguma questão com relação ao me casamento - detalhe eu nem fui pedida em casamento. Mas isso é o de menos, perto das abi solteiras. 
As solteiras começaram agora a enfrentar o medo do relógio biológico, sei que ele existe, já pensei nele e me noiei e optei por esquecê-lo por hora. O inferno todo começa com o fato da solterisse, a noia da solidão eterna e da impossibilidade de escolha, sim hj em dia podemos escolher ser mãe ou não, mas queremos essa escolha, e para isso na cabecinha louca e cheia de medos embutidos em nós, frágeis mulheres desde que nascemos precisamos de uma boy.
 Ai entra o estereótipo dessas mulheres, o desencanto e a loucura da procura. E um jantar ( e uns amassos - pq ñ ?) já viram sonhos de belas bodas e felicidade eterna, e decepções gigantes. Escuto as histórias das minhas amigas solteiras com um misto de gratidão ( uhuuuuuu tenho namorado e ñ fiquei louca ) e pena. Penso em quantas vão aceitar amores menores e quem sabe errados no sentindo da felicidade e realização por esse medo maluco de que ñ podemos ser felizes sozinhas, e pq ñ mães sozinhas. Ou pior quantas continuaram sempre em uma busca que talvez ñ seja para elas - ou existem cerca de três mulheres para cada Boy de Sampa, sem contar casados, gays, eternos solteiros - outro esteriótipos funcionabilissimo - acho que os números são esses mais de qlqr forma se ñ for transmite a idéia. 
Enfim, me pergunto o pq. Já cheguei a conclusão que caso eu me separe talvez vire a velha dos gatos, afinal tenho uma preguiça loca de qlqr evento social, e conhecer alguém seria extremamente difícil.
 Ñ tenho medo da solidão, tenho medo da falta assunto, da falta de bons papos bons e cerveja gelada. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

29, oficialmente berrando ou beirando os 30

Aconteceu, fiz 29 anos.Não tive nenhuma crise ainda, mas nunca de sabe.
Fiz uma festinha, chamei uns amigos, inclusive o Batman e o Lobão. 
 Como ultima festa antes dos trinta, coisas de criança ( tudo Disney) e de tarde, num domingo. 
  E sinceramente adorei, adorei envelhecer! 
   Quero entender tudo que me prometeram quando criança, quero enfrentar .... To cansada de ter medo, e de viver o estereotipo das pessoas e das sensações. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A tal crise dos quase trinta

Meu inferno astral começou, e como ele não brinca em serviço, veio cheio de questões. 
Não tive a crise do - oh meu deus eu to velha e o que será de mim!?! - apesar de ter cortado o cabelo e achado que me rejuvenesceu uns cinco anos - mas estou em crise com alguns aspectos da minha vida, principalmente o profissional. Atualmente trabalho com moda, sou formada nisso, mas quanto mais insisto mais vejo que não nasci para as calças jeans e camisetas brancas, básico é tão sem graça... Eu escolhi a moda que é uma arte, uma forma de expressão através de roupas, as vezes usáveis outras não. E com isso, estou desgostosa em meu trabalho, e convenhamos rendendo bem menos que o meu normal, o que reflete em tudo, até na minha obsessão atual, decorar minha casa (próximo post - a loka da decoração)... Conversei com o boy - que foi lindo fofo amado - e me apoiou, ele me entende pois já passou por isso - ele é designer de games, sim no Brasil. 
Agora a zona do medo me persegue, ja conversei com minha chefe/amiga e pedi um tempo para achar o quero e me desligar do trabalho, ela aceitou. Mas o quero é tão difícil que estou me remoendo e me noiando. Eu quero desenhar, quero voltar a minha essência que é ser ilustradora,  sem me importar se o que eu desenho, tem que vender como produto final - foda - se se por 10 botões vai ficar caro, quero a beleza!!!! E só em desenhos atingi isso. 
Estou procurando cursos e, pensando em dar aula, outro desejo antigo. E pensando também e me jogar num mundo novo, ou velho - depende de onde o boy, o cachorro e o gato vão aceitar morar neste mundo a fora. 
Esses quase trinta estão enfim me matando, porque quando eu tinha dezoito o mundo era meu e eu sabia de tudo, hoje após quase míseros doze anos ( ai, que saudades dos meus doze anos, que saudade ingrata...) eu não lembro de tudo que eu sabia, diga-se de passagem, eu não lembro de quase nada e eu meio perdi o mundo em algum ponto desse emburrecimento da tal maturidade...

 Uma bosta ser velha e ter sido enganada, cade o lance da sabedoria? 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Pixar e sua Conspiração

Como boa aficionada pela Pixar segr um link da conspiração 


Divirtam-se e como eu, que imprimi vou marcar os pontos e rever os filmes procurando as evidencias ...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O Umbigo do Universo

Quem não conhece uma pessoa assim? A vida dela é tão mais difícil  o trabalho tão mais árduo  o relacionamento tão mais complicado, é tão cansativo ser ela, que até a gente tem preguiça.
À uns dias fui ao evento "amigolino" e me deparei no meio dessa situação.
"Asmigue" se encontram se juntam e começam com a falação, mas nesse dia, ninguém falou. Afinal, até calar a boca nosso umbigo mandou. Eu, que não sou boa com regras de silencio, me concentrei nos rostos e gestos dos restantes, e percebi as situações criadas pelo dona da história mais complicada. As caras e bocas das pessoas que não estavam interessadas nas desgraças alheias e queriam aproveitar o dia, o sol, as companhias e a cerveja merecida do final de semana, eram ótimas.  Contidas e tímidas tentando conversar entre elas, sem que nosso umbigo escutasse - acho que por medo de represálias - me senti na escola, tentando falar com a minha amiguinha durante a aula de matemática. Fiquei matutando, por que será que em certos momentos as pessoas, e eu me inclui nesse grupo, precisam de tanta tanta atenção. Já tive isso, queria todos olhando para mim, e me desculpem aos que passaram comigo nessa fase cocozuda. Mais o que me assustou é o que isso acontece independente da idade, será que realmente nunca crescemos? Não to falando de crescer no sentido de não vermos desenhos ou coisas assim, tidas como infantis pelos senhores adultos do mundo. No sentido interno, de sabermos que as vezes nossos problemas estão nos enfraquecendo e ao invés de lutarmos contra isso, conversarmos de boa com nosso queridos, nos abalarmos ao ponto de ter que parar um churrasco e ficar gritando com aqueles que poderiam te ouvir e te ajudar, gritando e batendo os pezinhos que nem uma criança birrenta para ter toda a atenção enquanto perfilamos nossas mazelas? Outra duvida que me passa pela cabeça, é será que isso ajuda? Nós sentimos melhores depois dessa situação descabida? Acho que não, lembro de sentir pena de mim e alheia.....

Depois do desfile de todas as possíveis infelicidades e dificuldades da querida, quando tinhamos que opinar, o silencio nasceu. 
E com ele a cerveja esquentou, o cigarro acabou, e fomos embora.....

Absurdos Cotidianos

Fui praticamente criada pelas minhas avós, ambas sempre me falaram - Quer conhecer "tal pessoa" - case-se com ela". Achei justo por um tempo, mas hoje, com "as modernidades das minina" de mora junto e tal, acho que a gente sabe o que ta levando para casa do altar. Eu nunca casei, mais sabia o me esperava com o meu boy, enfim..... 
Mudei a frase das velhotinhas para -Quer conhecer um pessoa, trabalhe com ela". Trabalho com uma amiga,  e hoje, uso o blog para me desculpar com centenas de ex da querida que eu defendi - num sentido, ainda considero e amo minha amiga - eu sempre ouvia deles, que ela era mal educada com todos, grossa e senhora da razão. Como geralmente - antes de trabalharmos juntas - eu a encontrava em bares e festinhas, eu achava impossível, se ela destratava o garçom, o manobrista, o porteiro ou quem fosse, eu sempre alegava que ela ja bebera muito e não fazia por mal, e sim, por não perceber. Descobri que me enganei, profundamente. 
Meu dia-a-dia no trabalho é intensamente mais cansativo do que deveria por conta das patadas e "mal criações" da minha amiga. Pois, eu boba que sou, evito responder e tal para não criar um clima ruim, somos em quatro numa sala. Pensa que delicia trabalhar com duas pessoas gritando uma com a outra. Deixou esta funça, para ela..... e me contento em ouvir e bufar em demonstração de não concordância com o tratamento imposto. Mais essa não é a questão central da coisa toda. O que me pega, que me faz pensar é o quanto arranjamos desculpas pelos que amamos, e porque?
Com certeza sempre tentamos culpar a situação, o estado de espirito, os pais e tal, mas quando é constante e desnecessário porque raios tapamos nossos olhos? Não sei se conheço a resposta. Percebo detalhes e vejo neles chaves de descobertas mais simplesmente não me veem a real motivação disso. 
Chegando na rodinha "dasamigue" e colocando a questão, é uma trovada de verdades e nenhuma ululante (adoro essa palavra). Penso sempre, que quando alguém é "deselegante" (termo para todos os adjetivos ja descritos no inicio do texto) que lhe falta algo... sabe se lá se é amor, cultura ou instrução. Percebo que não é dinheiro, nem mesmo posição, pois alguns tem ambas e outros não tem nenhuma, e mesmo assim levam a vida desaforrando os demais. Na onda dos protestos pensei em sair as ruas de SP com bandeiras pedindo mais delicadezas na vida, pois ela passa tão rápido (veja só que eu estou aqui berrando os 30, quando ainda ontem, tinha 18 aninhos)e, se ela ou qualquer um que enquadre-se nesse quadro medíocre  pende ou tente a passar a vida só, pois amigos se afastam e amores quando são constantemente humilhados e desgastados com situações absurdas e cotidianas - acabam.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Os Intocáveis



Outro dia encontrei uma amiga, que cheia de dedos me contou que estava saindo com o ex de uma amiga em comum, e de todos os seus “medos” com relação a amiga ex, caso o boy em questão figurasse na lista da querida de intocáveis. Fiquei pensando nas pessoas que já figuraram a minha lista, e pensei também quem figura hoje, felizmente hoje só tem meu atual namorido e o Mister Darcy, mais enfim, é um amor platônico literário então, sem problemas (“shame of you” que tem na sua lista o Cristian Grey – mais isso é outro papo).
Mas o que prendeu meu pensamento, não foi o fato da lista em si; mais o motivo desta. Será que nos, seres humanos, estamos tão apegados a ideia de propriedade, que nós vemos no direito de declarar boys como propriedades nossas e torna – los intocáveis, indesejáveis e indisponíveis a amigas e outras mulheres do nossos círculos? E o que pretendemos com isso? Será que acreditamos que isso impedirá que ele encontre outra pessoa e volte para nós? Ou pior, que não volte – pois as vezes nem queremos eles de volta - mas que seja infeliz e sofra, como (suposições apenas) nós sofremos ao perde-lo ou algo assim?
Meu Deus nós somos doentes!!!
A minha abi da situação, estava perdida e eu entendo. Pois de repente esse é o boy da vida dela, e não era da ex, com a ex foi uma bosta e com ela pode ser totalmente demais.
Entre conversas de primeiras vezes, me atentei a uma questão que pode ser a solução para minhas duvidas acima, ou pior, mais uma hipótese. Comparação – homens sofrem com isso, talvez seja o medo das mulheres também – será que inconscientemente não estamos colocando alguns casos na nossa lista de intocáveis, casos esses em que nós, com culpas e absurdos que só as mulheres apaixonadas conseguem enxergar e aprontar, e com isso, tenhamos feito ou ajudado relacionamento a desandar?  Será que na verdade o que nos motiva a tornar um cara intocável as nossas iguais, é o medo que ela seja melhor do que gente nessa relação e o “ilusionista”, que em algum momento foi o nosso boy magia, perceba o quão louca, chata e difícil (sei lá – adjetivos normais a serem ouvidos em qualquer mesa de bar que homens discutem relacionamentos) nós somos?!?
Meu Deus nós somos neuróticas e doentes!!!
Não cheguei a conclusão alguma, apenas que para nossa saúde mental , o melhor é manter a lista de intocáveis apenas com o atual, e suas paixões platônicas (literárias, musicais ou artísticas conhecidas também como inatingíveis) e quem sabe algum sapato amado, ou vestidinho “fico a mais linda do mundo”.  Se temos medo de comparação, não sei dizer, mais acredito que todo mundo tem um pouco de medo que descubram o seu interior real, pois como diria Andre Berthiaume, “todos usam mascaras”...
 Antes de ser xingada – porra, não falando mal do meu gênero, mas quando a gente pega para ser loka, levamos isto tão a sério quando qualquer passo importante da vida, posso falar eu sou totalmente maluca as vezes. Atire a primeira pedra quem nunca se portou como louca e sabe disso.

sábado, 11 de maio de 2013

A Velha dos Bichos


Eu namoro a seis anos, moro junto a 7 meses, e descobri que caso um dia isso acabe, possivelmente serei aquela velhota simpática e sozinha, com gato, cachorro, papagaio e todos os bichos imagináveis nessa descrição desse tipo totalmente clichê mais super possível, e eu diria atual.
Em conversas, cervejas, cigarros e pensamentos, percebi que a mim (e a muitas outras mulheres da minha geração e nível - sem preconceito algum, apenas uma forma de determinar um nicho)essa realidade, pode ser o nosso derradeiro final. Nós, deixando o romantismo de lado, somos céticas com relação a relacionamentos, e quem sabe ao amor, por que não? Por mais que a maioria "dasamigue" estejam bem casadas, namoradas, ou com seus namoridos (como nos referimos aos boys das queridas que moram junto), é unanime o pensamento que caso, esta relação presente acabe, ficaríamos solteiras por opção e preguiça.
Sim preguiça, pensar em começar de novo, conhecer alguém  se interessar, a primeira saída  o primeiro beijo, a primeira transa, a paixonite que sabe se lá virará amor, conhecer os pais e todos esses "marcos" de intimidade e descobertas únicos em cada relação - dá uma puta preguiça. Minha geração foi criada para sair e trabalhar, cuidar de tudo sozinha e com isso, aquela dependência acabou. O que nos une é só o amor, o companheirismo  mais fica cada vez mais difícil, pois nos mudamos eles não. Nossos meninos, continuaram a serem criados, para serem os machos da casa, pedir cerveja do sofá, e se assustam quando vem que nós temos tanta liberdade, principalmente de pensamento e sexual quanto eles. Ouvi uma vez de uma grande amigo que os boys tinham um pouco de medo de mim, eu era esperta de mais, inteligente de mais, discutia no mesmo nível que eles em qualquer mesa de bar, é legal ter amigas assim, mulheres não. Achei que era a idade eu beirava os vinte anos, mas já faz dez anos, e as coisas ainda me parecem assim. Amigas lindas, por dentro e por fora, me relatam aventuras e affairs com caras que fogem com o rabinho entre as pernas, quando percebem que ela pode dividir a conta, ou "pior" pagar sozinha, que ela mora sozinha e que pode com a mesma desenvoltura discutir a merda do campeonato brasileiro e as ameaças de eminentes de guerra entre as Coreias.
E isso desanima, desestimula. Hoje não temos mais a facul que era onde conhecíamos e achávamos possíveis parceiros e também escolhíamos nossas maiores magoas, temos que procurar na rua, na vida, e não temos, tempo nem cabeça para tal. Eu, como exemplo, nunca fui linda, sempre fui interessante - chata também - as caras se interessavam depois de conversas e claro, relatos de um pessoa que quase sempre reclama de tudo e da risada com a mesma facilidade que chora ao ver os ridículos momentos da nossa existência  sempre me relacionei com caras que eu conheci antes de ter qualquer interesse. E hoje, nunca ou quase nunca conheço ninguém  sempre falei (neh Quel?!) que ja tenho amigos suficiente e mal consigo trata-los com o carinho e a dedicação que merecem, para que eu vou me dispor a querer conhecer mais gente !?!
Finalizando, quando chego em casa de sexta a noite, se um dia ela estiver vazia de amor, e encontrar meu cachorro e meu gato fazendo uma festa para mim, e tendo que escolher entre ir para algum lugar na esperança de conhecer o futuro amor da minha vida, e ficar em casa, lendo meu livro com eles, nem preciso dizes qual vai ser a escolha, afinal, quanto mais conheço os homens, mais gosto dos meus bichos.

Ps.: meu relacionamento vai muito bem - obrigada! Isso ñ é um desabafo sobre o meu Boy e sim pelo que vejo... 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

As novas baladas para a nova faixa etária.


Passei por uma situação que realmente não entendo, a uns dias fui ao aniversário de uma criança num destes buffet infantis. Pois bem, era um lindo dia de chuva de verão em São Paulo então, como tava atrasada, presa no transito por boas duas horas, fui direto do trabalho, afinal, uma saia preta uma camiseta branca, e um keds do Mickey é, na minha humilde concepção algo aceitável em um ambiente assim, mas para minha surpresa parece que não.
 Quando cheguei lá, todas as pessoas da minha idade, as mais velhas e até as mais novas, sem contar as meninas convidadas, amigas da criança aniversariante, estavam fantasiadas de periguetis. Fiquei a noite inteira matutando com os meus botões (adoro jargões de vovó), será que dentre a uma sociedade que as pessoas tem filhos cada vez mais novas, as festinhas dos mesmos se tornam um evento social super arraso, como a mais top balada da Vila Olímpia  e as meninas - mãe se vestem assim, para ver se acham um menino-pai-solteiro querendo pegar alguém enquanto os pequenos se emporcalham de cachorro - quente e dançam um funk qualquer na piscina de bolinhas (sério - por favor pasmem comigo - o som do lugar me assustou profundamente, passeando entre funk, pagode e sertanejo universitário . Fiquei totalmente desconcertada, não sabia se ria ou chorava.
Conversando "com asmigas" percebi, pois algumas delas chegaram a conclusão que já haviam passado por situações parecidas, que o pensando pegar alguém numa festa dessa, é meio que aceitável, por conta da idade que a meninas-mães tiveram o primeiro filho - pasmem novamente, vi e conheci meninas com dois filhos de pais diferentes com menos idade que eu, não quero ser moralista nem nada, mais oi?, moro com meu namorado a seis meses, e acho um absurdo o que gastamos só para manter a casa e nossas parcas contas pessoais em dia - e nem sempre da certo, imaginem se eu tivesse engravidado no colegial e somasse as nossas contas mensais, colégio, empregada diária - ainda mais com a nova lei, sapatos e roupas, brinquedos, remédios e afins que vem no pacote, eu sinceramente não consigo entender como que rola.
Confesso que passei por um momento medo, sério, tipo é isso que o futuro me reserva, tipo quando eu for no aniversário do filho (coisa mais linda do universo da tia emprestada dele) do meu melhor amigo, daqui uns meses? Eu vou estar linda numa mini saia e numa camisa transparente, toda trabalhada no batom vermelho? Ou pior, como se pudesse, quando eu tiver meu filho, a vida vai ser tão monótona que eu só vou ter esse tipo de evento para dar vazão ao meu momento quero me arrumar e por aquela roupa, que a gente se sente gostosa, desejável  É realmente isso que acontece quando você passa dos 25 anos? Tudo que a gente conhece passa a se resumir a qual fralda suga mais e qual saia bandage eu vou usar no aniversário de um ano da minha sobrinha? Não pode ser....
Tudo bem, talvez eu seja meio velha, afinal, como diz o nome do blog eu tenho 28 anos, to beirando os 30 (berrando os 30), e não sou casada - apesar de morar junto do meu namorado - e não tenho filhos com ninguém - a menos se contarmos os nossos cachorros. Tenho três amigas casadas, casadas tipo papel, caixinha azul, buquê... e sério, não me acho velha ou atrasada, e não me arrependo disso, fiz a facul que eu quis, me formei, trabalhei em vários lugares, viajei,sumi por dois anos - e não entendam mal - quero casar (sou formada em moda e quero sim, desenhar o meu próprio vestido de noiva, e ver meu pai emocionado entrando comigo, ver o amor da minha vida com o sorriso magico dos melhores presentes)e sim quero ter filhos, ou filho no singular, por que acredito que estrutura emocional e financeira vem com tempo e com muito trampo, e sinceramente, acho que estou começando a ficar pronta. Ainda tem uma caralhada de coisa para acertar, aprender e entender....

terça-feira, 9 de abril de 2013

Nasce um Blog

Recentemente descobri que tenho 28 anos; quando digo recentemente significa duas semanas atras, e não meu aniversario não foi a duas semanas atrás; parei de contar, na verdade parei de me preocupar com a minha idade quando fiz dezoito, e na minha cabeça de "adulta" era o que eu precisava, poder entrar onde quisesse, comprar o que quisesse e tal. Sabemos que não é assim, mais sempre achamos que é quando ainda temos essa idade. E um dia de trânsito caótico de São Paulo (eu amo essa cidade) acabou surgindo o Berrando os 30 na minha cabeça, enquanto eu viajava com o fato de estar berando os 30 anos, essa idade tão temida pelo sexo feminino. Enfim, resolvi fazer um blog - o novo vestido preto básico das pessoas - simplesmente por fazer, sem pretensões e sem destino obvio, sinceramente não sei se vou levar a diante (registrei o blog no mesmo dia da ideia, só pra não esquecer, baixei o aplicativo pro celular e tudo mais, mas não escrevi nada, matutei sobre  como começar ele, e optei pelo o normal, o porque dele.
Eu sempre gostei de escrever e, gosto mais ainda de reler o que escrevi quando mais nova (adoro meu velho fotolog, e todos meus caderno perdidos,  pelo retrato de uma época da minha vida, e de um retrato da minha mente), e talvez  necessidade de me questionar - e me noiar, assumo - por coisas que passo, vejo e penso e tento entender, e quem sabe elas me noiem menos se eu escrever e deixar ai, sempre podendo lê - las e pensar, como você é idiota....

A boa e velha patifaria (resquícios do fotolog): http://www.youtube.com/watch?v=594WLzzb3JI